Religiosos fazem trabalho com jovens
Por: SEVERINO CARVALHO - REPÓRTER
Matriz do Camaragibe – Os seminaristas salesianos Antônio João Neto e Fábio Luciano chegaram a Matriz do Camaragibe no dia 3 janeiro deste ano para dar seguimento aos trabalhos religiosos e educacionais no Centro Juvenil Dom Bosco, instalado há duas décadas naquele município da região Norte de Alagoas, por obra do arcebispo emérito de Maceió, dom Edvaldo Amaral.
Os jovens religiosos são da Paraíba e logo se depararam com uma triste realidade alagoana: a violência. Munidos dos ensinamentos de dom Bosco, que pregam a educação preventiva, eles tentam resgatar e resguardar crianças, adolescentes e jovens por meio da fé, da instrução e do esporte.
“Desde o dia 3 de janeiro, quando chegamos, até agora, já contabilizamos 14 jovens assassinados aqui em Matriz”, disse, impressionado, Fábio Luciano. Diariamente, ele comanda um programa de rádio numa emissora comunitária local.
“Nossa missão é fazer com que a obra salesiana se difunda cada vez mais através dos jovens de nosso próprio ambiente, como fazia dom Bosco. Ele recebia aqueles jovens carentes e observava em cada um deles as suas aptidões e, através disso, dava meios para que se transformassem, sempre buscando o melhor”, relatou Fábio Luciano.
Dom Bosco foi aclamado por São João Paulo II como o “Pai e Mestre da Juventude”. Nasceu em Turim, na Itália, em 16 de agosto de 1815 e, durante a Revolução Industrial, acolheu jovens e adolescentes vítimas dos efeitos deletérios daquele período, muitos deles enclausurados e condenados à morte por delitos praticados naquela época conturbada. “A mensagem que dom Bosco traria para hoje, bastante atual, é de que as autoridades e toda a comunidade se envolva num movimento preventivo para a educação da juventude, fazendo com que eles se tornem de fato bons cristãos e honestos cidadãos. É dá oportunidade de estudo aos meninos e, mais tarde, oportunidade de emprego”, observou João Neto.
Para ele, faltam políticas públicas eficientes voltadas à juventude em toda a região Norte do Estado, o que explica o envolvimento deles em delitos e crimes.
MAIORIDADE
O seminarista lembrou que a Rede Salesiana, inclusive, se manifestou contrária à proposta de redução da maior idade penal, em discussão no Congresso Nacional, por meio de carta de repúdio.
“A gente sabe que nosso sistema prisional não é eficaz, ele não produz pessoas arrependidas de seus crimes; na verdade, muitas vezes, capacitam as pessoas para o crime. Uma ação de fato que poderia mudar essa condição triste de violência, principalmente entre os jovens, seria de fato uma assistência social benfeita por parte do governo. É como o próprio texto da nossa carta de repúdio diz: não vamos acabar com o problema apenas enxugando chão, temos de fechar a torneira”, propõe.
O Centro Juvenil Dom Bosco sobrevive graças a doações e ao trabalho voluntária praticado por pessoas da própria comunidade. É gente a exemplo da professora Olívia Maria Matas, 28 anos, que ingressou na instituição em 1998 como assistida e hoje ocupa o cargo de Coordenadora de Articulação da Juventude Salesiana (AJS). “Decidi colaborar porque, assim como aconteceu comigo no passado, estou ajudando as pessoas que necessitam de apoio. A situação da violência tem nos preocupado muito. Alguns que passaram por aqui foram
vítimas e tomaram outros rumos”, recordou Olívia, que, uma vez por semana, ministra aula de violão para os frequentadores do Centro Juvenil Dom Bosco. SC ‡
Os jovens religiosos são da Paraíba e logo se depararam com uma triste realidade alagoana: a violência. Munidos dos ensinamentos de dom Bosco, que pregam a educação preventiva, eles tentam resgatar e resguardar crianças, adolescentes e jovens por meio da fé, da instrução e do esporte.
“Desde o dia 3 de janeiro, quando chegamos, até agora, já contabilizamos 14 jovens assassinados aqui em Matriz”, disse, impressionado, Fábio Luciano. Diariamente, ele comanda um programa de rádio numa emissora comunitária local.
“Nossa missão é fazer com que a obra salesiana se difunda cada vez mais através dos jovens de nosso próprio ambiente, como fazia dom Bosco. Ele recebia aqueles jovens carentes e observava em cada um deles as suas aptidões e, através disso, dava meios para que se transformassem, sempre buscando o melhor”, relatou Fábio Luciano.
Dom Bosco foi aclamado por São João Paulo II como o “Pai e Mestre da Juventude”. Nasceu em Turim, na Itália, em 16 de agosto de 1815 e, durante a Revolução Industrial, acolheu jovens e adolescentes vítimas dos efeitos deletérios daquele período, muitos deles enclausurados e condenados à morte por delitos praticados naquela época conturbada. “A mensagem que dom Bosco traria para hoje, bastante atual, é de que as autoridades e toda a comunidade se envolva num movimento preventivo para a educação da juventude, fazendo com que eles se tornem de fato bons cristãos e honestos cidadãos. É dá oportunidade de estudo aos meninos e, mais tarde, oportunidade de emprego”, observou João Neto.
Para ele, faltam políticas públicas eficientes voltadas à juventude em toda a região Norte do Estado, o que explica o envolvimento deles em delitos e crimes.
MAIORIDADE
O seminarista lembrou que a Rede Salesiana, inclusive, se manifestou contrária à proposta de redução da maior idade penal, em discussão no Congresso Nacional, por meio de carta de repúdio.
“A gente sabe que nosso sistema prisional não é eficaz, ele não produz pessoas arrependidas de seus crimes; na verdade, muitas vezes, capacitam as pessoas para o crime. Uma ação de fato que poderia mudar essa condição triste de violência, principalmente entre os jovens, seria de fato uma assistência social benfeita por parte do governo. É como o próprio texto da nossa carta de repúdio diz: não vamos acabar com o problema apenas enxugando chão, temos de fechar a torneira”, propõe.
O Centro Juvenil Dom Bosco sobrevive graças a doações e ao trabalho voluntária praticado por pessoas da própria comunidade. É gente a exemplo da professora Olívia Maria Matas, 28 anos, que ingressou na instituição em 1998 como assistida e hoje ocupa o cargo de Coordenadora de Articulação da Juventude Salesiana (AJS). “Decidi colaborar porque, assim como aconteceu comigo no passado, estou ajudando as pessoas que necessitam de apoio. A situação da violência tem nos preocupado muito. Alguns que passaram por aqui foram
vítimas e tomaram outros rumos”, recordou Olívia, que, uma vez por semana, ministra aula de violão para os frequentadores do Centro Juvenil Dom Bosco. SC ‡
Fonte: http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/acervo.php?c=264997

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